Concerto da Orquestra de Câmara da Orquestra Sinfônica Jovem de Berlim

Música de Concerto

A Orquestra de Câmara Georg-Friedrich-Händel, formada por integrantes da Orquestra Sinfônica Jovem de Berlim (OSJB), volta ao Rio de Janeiro para um concerto único no dia 14 de junho às 11h no histórico Salão Leopoldo Miguez da Escola de Música da UFRJ.

Sob a regência do maestro Knut Andreas, a apresentação coroa uma temporada brasileira que reunirá jovens músicos alemães e brasileiros, de 15 a 18 anos, em Masterclasses, ensaios e concertos por Campos dos Goytacazes, São João da Barra e Petrópolis, construindo, uma ponte musical e cultural entre os dois países. É a terceira passagem da orquestra pela cidade, depois das turnês de 2016 e 2023, e o programa traduz com clareza o espírito do encontro: um repertório eclético que navega de Telemann e Händel a Guerra-Peixe e Chiquinha Gonzaga, atravessando o Atlântico em pouco mais de uma hora de música. O Concerto é apresentado pela Escola de Música da UFRJ e conta com apoio institucional Goethe-Institut e realização da Artemundi Produções Culturais.

RELEASE

Uma orquestra-escola com vocação internacional com sede na escola pública especializada Georg-Friedrich-Händel-Gymnasium, em Berlim, a OSJB foi fundada em 1969 e dedica-se, desde então, à formação de jovens músicos entre 14 e 18 anos. Ao longo de mais de cinco décadas, seus egressos seguiram para carreiras como professores, terapeutas musicais, engenheiros de som, compositores, maestros e instrumentistas de algumas das principais orquestras europeias — entre elas a Staatskapelle Berlin, a orquestra da Deutsche Oper Berlin, a Rundfunk-Sinfonie-Orchester Berlin, a Akademie für Alte Musik Berlin, a Münchner Symphoniker, a Wiener Philharmoniker e a Gewandhausorchester Leipzig. Nos últimos 25 anos, a orquestra firmou-se também como agente de intercâmbio entre jovens de diferentes países e culturas, com turnês por Japão, Rússia, Finlândia, Dinamarca, Suécia, Polônia, Albânia, Irlanda, Namíbia, Itália e França. A formação camerística que agora visita o Rio, a Orquestra de Câmara Georg-Friedrich-Händel, conquistou o 1º prêmio de melhor orquestra no 1º Festival Internacional Michelangelo, em Florença. Em 2018, a OSJB excursionou pela França (Lyon, Avignon e Aix-en-Provence) e, em fevereiro de 2019, por Taiwan, reunindo um público de mais de 2.500 pessoas em Tainan, Hsinchu e Taipei. No mesmo ano, a ópera Three Billion Sisters, encenada na Volksbühne Berlin com a parte orquestral a cargo da OSJB, recebeu o prêmio Friedrich Luft, concedido anualmente à melhor produção operística de Berlim. No Brasil, a trajetória começou em 2016, com concertos em São Paulo e no Rio de Janeiro, e teve novo capítulo em 2023, quando a orquestra percorreu São Paulo, Taubaté, Paraty, Niterói e Rio. Naquela ocasião, apresentou-se na Igreja Matriz de Paraty — após acompanhar um ensaio da Orquestra Escola Pequenina Calixto — e integrou a programação do FIMA – Festival Interativo de Música e Arquitetura, no Theatro Municipal de Niterói, em 8 de outubro de 2023.

O concerto abre e segue sob o signo da água. A Suíte nº 1 em Fá maior da Música Aquática (HWV 348) de Georg Friedrich Händel (1685–1759), composta para ser ouvida ao ar livre, sobre o rio Tâmisa, encontra eco direto na Hamburger Ebb’ und Fluth (TWV 55) de Georg Philipp Telemann (1681–1767), retrato sonoro do fluxo e refluxo das marés do porto de Hamburgo, com seus tritões brincalhões, o vento Éolo e os alegres barqueiros. À tradição barroca alemã soma-se o lirismo vienense de Josef Strauss (1827–1870) e sua valsa Aquarellen (op. 258), antes de a viagem aportar definitivamente no Brasil. Na segunda metade, a orquestra mergulha na inventividade de César Guerra-Peixe (1914–1993), um dos grandes nomes do nacionalismo musical brasileiro, com os Quatro Maracatus de Capiba — “É de tororó”, “Navio da costa”, “Vira a moenda” e “Cadê os guerreiros” — e a peça Mourão. O encerramento fica a cargo de Chiquinha Gonzaga (1847–1935), pioneira da música popular brasileira, com Forrobodó, num gesto que celebra a vitalidade rítmica e a alegria que marcam a identidade musical do país anfitrião.

Knut Andreas à frente da orquestra

Regente Titular e Diretor Artístico da Orquestra Sinfônica de Piracicaba desde 2022, Knut Andreas acumula as mesmas funções na Orquestra Sinfônica de Potsdam e na Orquestra Sinfônica Jovem de Berlim, e é professor honorário de História da Música e Gestão Musical na Universidade de Potsdam. Como regente convidado, apresentou-se com orquestras como a Sinfônica da Rádio e TV da Eslovênia, a Deutsches Filmorchester Babelsberg e a Sinfonia Leipzig, e regeu nos festivais de Música Antiga e de Ópera de Potsdam e no Festival de Viena. No Brasil, trabalhou com as sinfônicas do Espírito Santo, de Campinas, de Americana e de Ribeirão Preto, além da Orquestra da Unicamp, da OPUS de Belo Horizonte, da Sinfônica da USP e da Sinfônica Nacional do Teatro Cláudio Santoro. Regeu a OSJB em turnês pela Albânia, França, Brasil, Taiwan, Itália e China, foi premiado como Melhor Regente no Festival Internacional Michelangelo, em Florença, e recebeu a medalha Austregésilo de Athayde, da Academia de Letras e Artes de Paranapuã. Em 2025, ao lado da Orquestra Sinfônica de Potsdam, foi laureado com o Prêmio Brasil – Ibermúsicas pelo trabalho de difusão da música brasileira na Alemanha, por meio do projeto Brandenburgo–Brasil.

PROGRAMA

GEORG FRIEDRICH HÄNDEL (1685–1759)

Música Aquática

Suite nº 1 em Fá maior, HWV 348

Abertura: Largo AllegroAdagio e staccato Allegro Presto Air: Presto Minuet Bourrée – Hornpipe – Bourrée

Duração aproximada: 20 minutos

GEORG PHILIPP TELEMANN (1681–1767)

Música Aquática

Hamburger Ebb’ und Fluth, TWV 55

Abertura Harlequinade Der scherzende Tritonus Der stürmende Aeolus Gigue: Ebbe und

Fluth Canarie: Die lustigen Bootsleute

Duração aproximada: 15 minutos

JOSEF STRAUSS (1827–1870)

Aquarellen

Valsa, op. 258

Duração aproximada: 8 minutos

CÉSAR GUERRA-PEIXE (1914–1993)

Quatro Maracatus de Capiba

É de tororó Navio da costa Vira a moenda  Cadê os guerreiros

Duração aproximada: 15 minutos

CÉSAR GUERRA-PEIXE (1914–1993)

Mourão

Duração aproximada: 4 minutos

Detalhes do evento:

Dia(s): 14 jun 2026
Horário: 11h00 - 12h15

Local: Salão Leopoldo Miguez (Escola de Música/UFRJ)
Rua do Passeio, 98 - Lapa, Rio de Janeiro, RJ, 20021-290, Centro

Categorias

Inscrição:

A confirmação da inscrição é de responsabilidade do organizador do evento.

Valor: ENTRADA FRANCA
Período de inscrição: N/C
Site: http://musica.ufrj.br
Instituição responsável: Escola de Música da UFRJ
Email do organizador: N/C
Telefone de contato: N/C