Concerto Orquestra Sinfônica da UFRJ

Música de Concerto

A Orquestra Sinfônica da UFRJ- OSUFRJ-, Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Município do Rio de Janeiro,  realiza  em 1º de junho, às 19:00h, no Salão Leopoldo Miguéz  da Escola de Musica, mais um concerto de sua centésima segunda temporada, sob a regência de Thiago Santos.

PROGRAMA

  1. Jacques IBERT (1890-1962): Concerto para flauta (1933) 20′

 

  • Allegro
  • Andante
  • Allegro scherzando

 

Solista: Nathan Ventura (flauta)

 

  1. Antonin DVOŘÁK (1841-1904) – Sinfonia n.º 9, em Mi menor op. 95, Do Novo Mundo (1893) 30’

 

  • Adagio / Allegro molto
  • Largo
  • Scherzo (Molto vivace)
  • Allegro con fuoco

 

Orquestra Sinfônica da UFRJ

Regente: Thiago Santos

Jacques Ibert é um compositor que se situa entre os neoclássicos do século XX. Assim é o seu concerto para flauta, escrito em 1933 e dedicado ao flautista francês Marcel Moyse, que o estreou como solista da Sociedade de Concertos do Conservatório de Paris, sob a regência de Philippe Gaubert. O Allegro inicial já revela a opção do compositor em explorar a virtuosidade do instrumento, que contrasta com um segundo movimento de caráter lírico, no qual a flauta é acompanhada pelas cordas. A virtuosidade retorna no terceiro movimento, que nos mostra ainda passagens de sabor jazzístico.

 

A Sinfonia no9, de Dvořák, foi composta nos Estados Unidos durante o período no qual o compositor atuou como diretor do Conservatório de Música de Nova York, mais precisamente entre o inverno de 1892 e a primavera de 1893. A obra viria a ser estreada no recém-inaugurado Carnegie Hall, uma das mais importantes salas de concertos do mundo. A estreia se deu em 16 de dezembro de 1893 sob a regência do maestro húngaro Anton Seidl à frente da Filarmônica de Nova York. Nenhuma obra de Dvořák conheceu um êxito e um reconhecimento tão imediatos. A sinfonia se tornaria, a partir de então, não só a mais conhecida do compositor, mas um dos pilares do repertório sinfônico em todo o mundo. Na obra podemos constatar o interesse de Dvořák pela cultura musical do país que o convidara. Todos os temas da obra são originais do compositor, mas construídos de modo a ressaltar as características da música nativa e afro-americana, incluindo o uso de escalas pentatônicas e ritmos de dança. Tal procedimento se destaca especialmente no segundo movimento, no qual o tema apresentado pelo corne inglês se popularizou rapidamente nos Estados Unidos a ponto de ganhar letra e se tornar o spiritual “Going Home”. O terceiro movimento, de acordo com o próprio compositor, representa uma dança indígena descrita no poema épico “The Song of Hiawatha” (1855), de Henry Wadsworth Longfellow (1807-1882), que apresenta personagens nativos americanos. O vigoroso último movimento, em tradicional forma sonata, não só faz ouvir novos temas como rememora temas dos movimentos anteriores.

THIAGO SANTOS

 

Thiago Santos tem sido apontado como um dos mais promissores jovens regentes brasileiros da atualidade. Após atuar como maestro assistente da BBC Philharmonic e da Royal Liverpool Philharmonic, na Inglaterra (2014-2016), retornou ao Brasil e desde então tem dirigido diversas orquestras pelo país, dentre elas: a Petrobrás Sinfônica, a Sinfônica Nacional-UFF, Sinfônica da UFRJ, Sinfônica de Sergipe e Sinfônica Jovem de Goiás. Foi diretor artístico da Associação Musical Alegro e regente da Orquestra Jovem Alegro (Curitiba-PR). Foi maestro titular da Orquestra Sinfônica da Universidade Federal da Paraíba. Também trabalhou com a Filarmônica de Minas Gerais, Sinfônica de Porto Alegre e Sinfônica de São José dos Campos. Na Inglaterra, trabalhou com a Manchester Camerata, Stockport Symphony e Nottingham Philharmonic. Ainda na Europa, regeu a Bohuslava Martinu Filharmonie (República Tcheca) e U Artist Festival Orchestra (Ucrânia). Em 2015, foi selecionado para reger os masterclasses orquestrais da Mahler Chamber Orchestra para jovens músicos. Como maestro assistente, colaborou com maestros como Juanjo Mena, Vasily Petrenko, Sir Mark Elder, Vassily Sinaisky, Yan Pascal Tortelier, Andrew Manze e Ton Koopman. Seu repertório compreende música sinfônica, coral e ópera, do barroco à música contemporânea, tendo dirigido estreias mundiais de inúmeras obras no Brasil e no exterior. Estreou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro dirigindo a montagem da ópera Savitri, de Gustav Holst, e ainda colaborando em outras produções como Lo Schiavo, de Carlos Gomes, e Jenufa, de Leos Janacek. Como  pesquisador e editor dedica especial atenção à música brasileira. Colabora com a Academia Brasileira de Música através edições e revisões de obras de importantes compositores brasileiros, tais como: José Maurício Nunes Garcia, Heitor Villa-Lobos, Francisco Braga, Henrique Oswald, Mário Tavares e José Siqueira. Em janeiro de 2020, lançou um projeto de formação de plateia para a música clássica através das redes sociais, o canal Bebendo o Concerto, iniciativa premiada pelo edital “Cultura Presente nas Redes”, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro, com o projeto “Oficina de Escuta Beethoven 250”. Venceu o “Concurso para Jovens Regentes” da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (2011). Thiago Santos foi o primeiro latino-americano contemplado com a bolsa de estudos Leverhulme Arts Scholar para o renomado programa de regência orquestral do Royal Northern College of Music, na Inglaterra, sob orientação de Clark Rundell e Mark Heron. Cursou bacharelado e mestrado em regência na UFRJ com André Cardoso. Outros mentores foram: Giancarlo Guerrero, Marin Alsop, Ernani Aguiar, Fábio Mechetti, Ronald Zollman, Donald Schleicher e Guillermo Scarabino.

 

NATHAN VENTURA

 

Iniciou os estudos de flauta transversal no Curso Técnico da Escola de Música Villa-Lobos em 2015 como o professor Eugênio Ranevsky. Na Academia da Orquestra Petrobras Sinfônica foi orientado pelo professor Marcelo Bonfim. Atualmente está concluindo o Bacharelado em Flauta na UFRJ, sob a orientação dos professores Eduardo Monteiro e Afonso Oliveira. Estudou ainda com Cláudia Nascimento e Marcelo Barbosa, no Festival de Inverno de Campos do Jordão (2017), e com Celso Woltzenlogel no Festival de Inverno do Vale do Café (2012 e 2016). Participou de masterclasses com Renato Axelrud, Mathias Allen, Milena Lipovse e Mechthild Bier. Atuou como flautista na Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem, na Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro, Orquestra Sinfônica da UFRJ, Academia Jovem Concertante e Banda Filarmônica do Rio de Janeiro. Desde 2021 integra a Banda Sinfônica da Marinha do Brasil.

 

ORQUESTRA SINFÔNICA DA UFRJ

Direção artística: André Cardoso

 

Violinos 1

Priscila Rato (spalla)

Mauro Rufino

Inah Pena

Her Agapito

Lucas Álvares

Ana Rebouças

Júlia Freitas Nascimento

Isabela Mendonça da Cruz

Alanis Fonseca de Freitas

 

Violinos 2

Dâmaris Santos

Angélica Alves

Talita Vieira

Ana Catto

Ricardo Coimbra

Ivan Quintana

Kaylane Xaviel de Almeida

Leonardo Davi Alves Gerôncio

 

Violas

Cecília Mendes

Cindy Folly

Denis Carvalho

Ivan Zandonade

Rafael Belo

Rúbia Siqueira

Thaís Mendes

 

Violoncelos

Eleonora Fortunato

Gabriel Siqueira da Conceição

João Bustamante

Mateus Ceccato

Paulo Santoro

Ricardo Santoro

 

Contrabaixos

Rodrigo Favaro

Tarcísio Silva

 

Flautas

João Pedro Barros

Jean Gabriel

 

Oboés

Juliana Bravim

Igor Uriel Dias Lemos Marques

 

Clarinetas

Igor Carvalho

Daniel Martins

 

Fagotes

Paulo Andrade

Gustavo Ribeiro Magalhães

 

Trompas

Tiago Carneiro

Mateus Lisboa

Davi Pereira

Davi Antunes

 

Trompetes

Gabriel Jorge Lima

Isaac Santana Andrade

 

Trombones

Everson Moraes

Fernando Abner Ferreira

Wesley Lucas Honofre

 

Tímpanos

Thiago Calderano

 

Percussão

Cleyton Newman

 

Produção

Vanessa Rocha

 

Mídias sociais

Kelly Davis

 

Designer gráfico

Márcia Carnaval

 

Administração

Ricardo Brito

 

Redes Sociais

https://www.facebook.com/orquestrasinfonicaufrj

https://www.instagram.com/orquestra_ufrj/

 

Detalhes do evento:

Dia(s): 1 jun 2026
Horário: 19h00 - 20h00

Local: Salão Leopoldo Miguez (Escola de Música/UFRJ)
Rua do Passeio, 98 - Lapa, Rio de Janeiro , RJ, 20021-290

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Inscrição:

A confirmação da inscrição é de responsabilidade do organizador do evento.

Valor: ENTRADA FRANCA
Período de inscrição: N/C
Site: http://musica.ufrj.br
Instituição responsável: Escola de Música da UFRJ
Email do organizador: N/C
Telefone de contato: N/C