Orquestra Sinfônica da UFRJ – Recital de Formatura

Música de Concerto

Recital de Formatura em Regência Orquestral

No catálogo de obras organizado pelo próprio Mozart, o compositor escreveu o seguinte: “um pequeno Adagio para dois violinos, viola e baixo, sobre uma fuga que escrevi há muito tempo para dois pianos”. A peça que Mozart menciona é a “Fuga em Dó menor”, K. 426, que ele escreveu no final de 1783. A entrada indica que o “Adagio e Fuga” K546 foi composto em 26 de junho de 1788, ou seja, em uma época na qual Mozart estudava a obra de dois grandes mestres do período barroco, Johann Sebastian Bach e Georg Friedrich Händel. Do primeiro, Mozart realizou transcrições para cordas de fugas de “O Cravo bem temperado”. Do segundo, reorquestrou obras como o oratório “O Messias” e a ópera “Acis e Galatea”. O estudo de obras de Bach e Händel certamente motivou a transcrição da fuga para cordas, para a qual acrescentou o Adágio.

Bach também foi referência para outros compositores. As 12 sinfonias para cordas de Mendelssohn foram compostas entre 1821 e 1823, ou seja, quando o compositor tinha entre 12 e 14 anos de idade e imediatamente após os seus estudos com Carl Friedrich Zelter (1758-1832). Este, por sua vez, havia sido discípulo de Johann Philipp Kirnberger, compositor que fora aluno de Bach. Foi a tradição pedagógica assentada no século XVIII que forjou o jovem compositor. As primeiras sinfonias para cordas podem ser entendidas como tentativas de colocar em prática os preceitos de Zelter, variando entre formas e sonoridades barrocas e clássicas. O primeiro movimento da sinfonia, em Ré maior, é rápido e vigoroso, mas breve e até mesmo divertido, mais próximo da sonoridade do período clássico. Em contraste com a vivacidade e brevidade do primeiro movimento, há o Andante, em si menor, cuja textura contrapontística é mais próxima do período barroco. É o movimento mais longo da pequena sinfonia. O Allegro vivace final retoma o espírito do movimento inicial, mas, em compasso 6/8, com trechos nos quais a trama contrapontística se funde ao fluxo contínuo de notas.

As “Três pequenas variações sobre o tema ‘A maré encheu’” foram compostas pela compositora Clarice Assad como uma reminiscência do tempo de infância, quando ouvia sua avó cantando o conhecido tema folclórico. A primeira variação, chamada Cigana, tem tratamento modal, que, segundo a compositora, dá um aspecto exótico ao tema. A segunda é uma canção, na qual a melodia é acompanhada pelo pizzicato de violoncelos e contrabaixos. A obra finaliza com a terceira variação, que apresenta grande variedade dinâmica e explora o ritmo do maracatu.

Em 1986, o compositor Ernani Aguiar iniciou uma série de obras para orquestra de cordas, que intitulou de “Instantes”. No mesmo ano compôs seis peças para violino e viola, que chamou de “Duos de Prados”, compostos naquela cidade mineira. O segundo dos Instantes foi organizado a partir de quatro dos duos, ampliados que foram para a formação de orquestra de cordas. A referência a Prados se encontra no movimento subtitulado ‘Boi mofado’, no qual o compositor utilizou o tema cantado no tradicional folguedo mineiro.

A regência é do formando Gabriel Galdino e a entrada é franca.

Detalhes do evento:

Dia(s): 12 mar 2026
Horário: 19h00 - 20h30

Local: Salão Leopoldo Miguez (Escola de Música/UFRJ)
Rua do Passeio, 98 - Lapa, Rio de Janeiro , RJ, 20021-290

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Inscrição:

A confirmação da inscrição é de responsabilidade do organizador do evento.

Valor: Gratuito
Período de inscrição: gratuito
Site: https://www.instagram.com/orquestra_ufrj/
Instituição responsável: Escola de Música da UFRJ
Email do organizador: ciacarnaval@gmail.com
Telefone de contato: 21988659417