Música de Concerto

ORQUESTRA SINFÔNICA DA UFRJ

Patrimônio Cultural Imaterial da cidade do Rio de Janeiro

102a temporada

Dia 7 de maio de 2026, quinta-feira, às 19 horas

Sala Cecília Meireles – Largo da Lapa

 

Ingressos: 40,00 (inteira) e 20,00 (meia entrada)

Link para compra online: https://funarj.eleventickets.com/#!/apresentacao/588459f9c6f1df8813367372c7ccdbe65c513993 

 

PROGRAMA

 

  1. W. A. MOZART (1756-1791) – Abertura da ópera A Flauta Mágica K620 (1791) 8′

 

  1. Heitor VILLA-LOBOS (1887-1959) – Sinfonietta no 1 (1916) 20′ 

 

  1. Allegro justo

  2. Andante non troppo

  3. Andantino

 

INTERVALO

 

  1. L. van BEETHOVEN (1770-1827) – Concerto para violino em Ré M op.61 (1806) 35′

 

  1. Allegro ma non troppo

  2. Larghetto

  3. Rondo

 

Solista: Priscila Rato (violino)

Regência de André Cardoso

 

RELEASE

 

A Flauta Mágica pertence a um gênero de teatro musical conhecido como Singspiel, que alterna trechos musicais com diálogos falados, assim como a opereta. O libreto foi escrito por Emanuel Schikaneder e mistura a comédia com contos de fadas, filosofia e orientalismo. Tanto Mozart quanto Schikaneder eram maçons. As referências aos rituais maçônicos permeiam toda a obra, tanto no enredo quanto na música, especialmente pela simbologia do número três, de grande significado para a maçonaria, a começar pela tonalidade em Mi bemol, designada por três bemóis. Na introdução solene, os três acordes iniciais ascendem em intervalos de terças, assim como há grupos de personagens que formam trios, como as três Damas e os três Gênios. O principal personagem masculino, Tamino, passa por três portas e enfrenta três provas. Após a introdução, a parte principal da abertura apresenta um tema fugato, bem articulado, com o qual Mozart demonstra toda sua perícia contrapontística, interrompendo o fluxo do andamento para reapresentar os acordes solenes. A obra estreou em Viena dois meses antes da morte do compositor.

A Sinfonietta no1 (1916) de Heitor Villa-Lobos foi estreada em 14 de abril de 1922 em concerto realizado no Teatro Municipal de São Paulo pela orquestra da Sociedade de Concertos Sinfônicos daquela cidade, sob a regência do compositor. A obra possuía apenas dois movimentos, mas ganhou novo formato após o compositor remanejar parte do conteúdo do primeiro movimento para criar o movimento final. Em sua versão definitiva estreou em dezembro de 1954, com Villa-Lobos à frente da The Los Angeles Chamber Symphony Orchestra em concerto na Universidade da Califórnia. A obra é dedicada “à memória de Mozart”, homenagem que fica ainda mais explícita pela evidente conexão do tema principal, que perpassa toda a partitura, com o tema do Allegro da abertura da ópera A flauta mágica do compositor austríaco. Trata-se, portanto, de obra de viés neoclássico, que não deixa de revelar a contemporaneidade do jovem compositor brasileiro, então com 29 anos. A Sinfonietta se insere no conjunto de obras que marcam o início do neoclassicismo em música, ao lado de obras referenciais, como a Sinfonia Clássica (1917) de Sergei Prokófiev e o balé Pulcinella de Igor Stravinsky (1920). 

Beethoven compôs seu único concerto para violino em poucos meses, no ano de 1806. No entanto, o compositor deixou apreensivo o solista, Franz Joseph Clement, pois concluiu a partitura poucos dias antes da estreia, marcada para 23 de dezembro, no Theater an der Wien, em Viena. Na obra, Beethoven deu um tratamento ao violino solista distinto do que deu, por exemplo, ao piano, especialmente nos três últimos concertos, nos quais ele próprio atuava como solista. O caráter heroico abre espaço para a delicadeza da sonoridade e o refinamento do estilo. Talvez tenha sido o motivo pelo qual a obra não conquistou de imediato o público, pois não apresenta uma virtuosidade de mera exibição, mas como consequência natural do desenvolvimento das estruturas temáticas. O primeiro movimento é longo. Beethoven retarda a entrada do solista para apresentar as principais ideias pela orquestra, iniciando com uma célula rítmica pelos tímpanos, que será recorrente em todo o movimento. O Larghetto, por sua vez explora regiões mais agudas do instrumento solista, cujo tema é repetidamente apresentado em diferentes combinações instrumentais ornamentado pelo solista, desembocando organicamente no terceiro movimento após a cadência. O vibrante Rondó final tem caráter de dança rústica

 

PRISCILA RATO

Natural do Rio de Janeiro, Priscila é spalla da Orquestra Sinfônica Brasileira, da Orquestra Sinfônica da UFRJ e mestre pela Universidade Federal da Bahia. Graduou-se pela Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (2011) e em seguida aperfeiçoou seus estudos na International Menuhin Music Academy (2011 a 2013), na Suíça, na classe de Maxim Vengerov e Liviu Prunaru (spalla da Orquestra Concertgebouw de Amsterdam). Neste período, foi integrante da Camerata Menuhin e participou também da Gstaad Festival Orchestra, realizando concertos em toda a Europa. Atuou como solista com várias orquestras, como a Sinfônica Brasileira (OSB), Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP), Sinfônica da Bahia (OSBA), Orquestra Sinfônica Nacional do Sodre (Montevidéu / Uruguai), Sinfônica de Minas Gerais (OSMG), Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), Petrobras Sinfônica (OPES), Johann Sebastian Rio, Sinfônica de Campinas (OSC), Camerata Antiqua de Curitiba, Orquestra de Câmara do Amazonas (OCAM), entre outras. Foi spalla da Orquestra Sinfônica da Bahia por sete anos e atua ativamente como solista e camerista por todo Brasil, com parcerias artísticas com instrumentistas como Antonio Meneses, Liviu Prunaru, Leonardo Hilsdorf, Cristian Budu, Érika Ribeiro, entre outros.

ANDRÉ CARDOSO

Regente graduado pela Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com Mestrado e Doutorado em Musicologia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio). Estudou regência no Brasil com os maestros Roberto Duarte e David Machado. Recebeu, durante três anos, bolsa da Fundação Vitae para curso de aperfeiçoamento na Argentina com o maestro Guillermo Scarabino, na Universidade de Cuyo (Mendoza) e no Teatro Colón de Buenos Aires. Em 1994, foi o vencedor do Concurso Nacional de Regência da Orquestra Sinfônica Nacional, passando a atuar à frente de conjuntos como as sinfônicas da Paraíba, de Minas Gerais, do Espírito Santo, de Campinas, de Porto Alegre, do Teatro Nacional de Brasília, a Sinfônica Brasileira e a Petrobrás Sinfônica. Foi maestro assistente da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro entre 2000 e 2007. Como produtor fonográfico recebeu o Prêmio Sharp e o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte pela gravação da ópera Colombo de Carlos Gomes. Como pesquisador dedica-se ao estudo da música brasileira, tendo publicado inúmeros artigos e os livros “A música na Capela Real e Imperial do Rio de Janeiro” (ABM, 2005), “A música na Corte de D. João VI” (Martins Fontes, 2008) e “Orquestra Sinfônica da UFRJ: 100 anos” (UFRJ, 2024). Foi diretor artístico do Theatro Municipal do Rio de Janeiro nas temporadas de 2015 e 2016. É professor de Regência e Prática de orquestra da Escola de Música da UFRJ, instituição da qual foi diretor de 2007 a 2015. Coordena para a Fundação Nacional de Artes – Funarte – em parceria com a UFRJ, o Sistema Nacional de Orquestras Sociais. É membro da Academia Brasileira de Música (cadeira no26).

ORQUESTRA SINFÔNICA DA UFRJ

Direção artística e regente: André Cardoso

Regente assistente: Thiago Santos

VIOLINOS 1

Mauro Rufino (spalla)

Lucas Alvares

Leonardo Davi Alves Gerôncio

Inah Pena

Talita Vieira

Kaylane Xaviel de Almeida

João Victor Barros Félix

Her Agapito

 

VIOLINOS 2

Angélica Alves

Ivan Quintana

Isabela Mendonça da Cruz

Dâmaris Santos

Ana Catto

Júlia Freitas Nascimento

Alanis Fonseca de Freitas

Ricardo Coimbra

 

VIOLAS

Rúbia Siqueira

Denis Carvalho Rosa da Conceição

Ivan Zandonade

Thaís Mendes

Rafael Belo

Cindy Folly

Cecília Mendes

Sheila Dias de Lima

VIOLONCELOS

Mateus Ceccato

Eleonora Fortunato

Paulo Santoro

João Bustamante

Ricardo Santoro

Gabriel Siqueira Pereira da Conceição

CONTRABAIXOS

Rodrigo Favaro

Tarcísio Silva

FLAUTAS

Jean Gabriel Benício Silva

João Pedro Souza Barros

OBOÉS

Juliana Bravim

Leandro Finotti

CLARINETAS

Thiago Tavares

Márcio Costa

FAGOTES

Paulo Andrade

Mauro Ávila

TROMPAS

Tiago Carneiro

Mateus Lisboa

TROMPETES

César Augusto da Silva Braz

Gabriel Jorge Lima

TROMBONES

Fernando Abner Ferreira

Alyson Araújo da Silva Caldas

Wesley Lucas Honofre

TÍMPANOS

Pedro Moita

Produção

Vanessa Rocha

 

Mídias sociais

Kelly Davis

 

Designer gráfico

Márcia Carnaval

 

Administração

Ricardo Brito

 

Redes Sociais

https://www.facebook.com/orquestrasinfonicaufrj 

https://www.instagram.com/orquestra_ufrj/ 

Detalhes do evento:

Dia(s): 7 maio 2026
Horário: 19h00 - 21h00

Local: Sala Cecília Meireles
Largo da Lapa, 47, Rio de Janeiro, RJ, 20021-180, Centro

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Inscrição:

A confirmação da inscrição é de responsabilidade do organizador do evento.

Valor: Consultar
Período de inscrição: N/C
Site: https://música.ufrj.br
Instituição responsável: Escola de Música da UFRJ
Email do organizador: N/C
Telefone de contato: N/C